No lloc no temps, que traduzido do catalão quer dizer não lugar, não tempo, é o nome da exposição que aconteceu durante o último Sónar Día. O “não lugar” é o espaço no qual confluem várias culturas, um lugar de passagem, no qual todos transitam e ninguém fica. O lugar que não é um lugar retratado no tempo do não-tempo, que segundo os maias, é o amanhecer da nova humanidade, da dimensão da poesia, da crise de identidade e da nova ordem. A série de instalações artísticas totalmente interativas e sensoriais foram um dos pontos altos do festival.
Retornando de um mês inspirador em busca de novos estilos, atitudes, comportamentos, objetos e emoções vamos começar por onde tudo começou. Alguns sabem que o Sónar foi o ponta-pé para a criação do SinK e sempre damos um jeito de cobrir o que acontece neste festival inusitado que acontece no final de junho, em Barcelona. Podendo escolher uma só palavra para descrever o Sónar 2011, seria IRREVERÊNCIA. Como imagens muitas vezes falam mais do que as palavras, aqui segue uma seleção inicial do que vimos este ano.
O pavilhão pop up deste verão da Serpentine Gallery chamado “hortus conclusus” foi projetado por Peter Zumthor, vencedor do prêmio Pritzker 2009. Desde 2000, a galeria, que fica no Hyde Park, convida arquitetos importantes para montar durante o verão uma instalação temporária em seus jardins e o local logo vira ponto de encontro da turma artsy londrina. Já participaram grandes nomes como Oscar Niemeyer, Zaha Hadid , Rem Koolhas, Jean Nouvel e Norman Foster.
Fomos dar uma olhada na loja mais “hypada” (odeio esta palavra) de Londres no momento, a LN-CC, uma concept store que fica em um barracão em Dalston e passa completamente despercebida pelos desavisados que passeiam distraídos pela Shacklewell Lane. A experiência começa com o acesso restrito: é preciso marcar uma hora para poder entrar (e comprar). O atendimento é pessoal, e os vendedores sabem tudo sobre os labels que vendem (entre eles Balenciaga, Jil Sander, Comme des Garçons e muitos outros novos designers). Perguntei sobre os mais vendidos e soube que Rick Owens e os novos japoneses encabeçam a a lista. A loja se desdobra ao longo de um corredor-instalação do super criativo Gary Card formado por pedaços de madeira cuidadosamente bagunçados que logo se transformam em um casulo sci-fi de madeira alaranjado (casulos = #trend #alert). Há uma pequena galeria de arte, uma loja de discos e livros e um provador em forma de barraco. Tudo muito mendigo-chic.
A entrada
Todos os cabides têm uma fitinha à la artesanato sul-americano